Relato do evento

Mobilidade Elétrica (Ciclo Digital II)

About the Author: ingenieros

15 Junho 2021

3 min de leitura

Partilhar:

Como exemplo dos vários estudos realizados na área da mobilidade [...]

Como exemplo dos vários estudos realizados na área da mobilidade elétrica, o relatório «Bloomberg NEF 2020 Electric Vehicle Outlook» aponta que a procura anual global de baterias de iões de lítio vai ultrapassar os 500 GWh em 2025 (veículos elétricos de passageiros e comerciais, autocarros elétricos, armazenamento estacionário, motores elétricos e componentes elétricos), com um crescimento médio anual superior a 20% até 2030. A capacidade das principais megafábricas de baterias de iões de lítio vai chegar, em 2028, a mais de 2 000 GW.

As empresas industriais que desenvolvem a sua atividade, direta ou indiretamente, no âmbito desta tendência estão a adaptar as suas capacidades, utilizando-a como elemento-chave de competitividade nas suas propostas de valor. Nesta mesa redonda, vamos contar com a presença de cinco empresas de referência que estão no centro da equação da mobilidade elétrica a nível nacional:

  • Javier Ema – Diretor da área de Eletricidade e Eletrónica nos Laboratórios Applus+
  • Txema Otero – Diretor Comercial para Espanha e Portugal na Irizar eMobility
  • Jordi Mestre – diretor de engenharia de produto de eMobility na FICOSA
  • Xavier Martín – Diretor Técnico na Wallbox Chargers
  • Jordi Aubert – Diretor de Engenharia na IDNEO
  • Moderador: Juan Antonio Gil

Javier Ema: Há muitas empresas que querem entrar no setor da eletromobilidade; algumas precisam de incorporar tecnologias de que não dispõem e outras precisam de conhecer melhor o setor. Os centros tecnológicos, multitecnológicos e multissetoriais, podem oferecer tanto uma visão do setor como da tecnologia, com equipas multidisciplinares que podem ajudar as empresas a entrar neste domínio.

Jordi Aubert: Pela primeira vez na história, vemos o carro como um dispositivo que se liga à rede elétrica, passando a ser mais um elemento da rede, um elemento conectado. Entendemos a conectividade como uma condição sine qua non do carro elétrico, na prática. Não tinha de ser assim, mas na verdade é, e é muito conveniente que seja. Por isso, passa também a ser mais um elemento da Internet das Coisas.

Txema Otero: Toda esta situação de pandemia provocou uma revolução na estratégia definida pela Europa e todos aqueles marcos que tinham sido pré-definidos em relação às emissões foram por água abaixo. De um dia para o outro, passámos para uma estratégia de descarbonização e digitalização.

Xavier Martín: Como é que melhoramos a autonomia dos veículos e como é que melhoramos o processo de carregamento? A nossa abordagem tem sido melhorar esse processo de carregamento e ver como podemos revolucioná-lo. Estamos a criar carregadores bidirecionais que mudam um pouco o paradigma e transformam o carro no centro energético de uma casa, podendo alimentar a residência. Isto revoluciona a forma como hoje se entende a gestão da energia nas casas.

Jordi Mestre: O hub foi a cereja no topo do bolo, onde podemos ter, num único local, toda a capacidade necessária para o desenvolvimento dos produtos de que nos encarregamos. Neste caso, duas famílias de produtos: a gestão das baterias de alta tensão e o carregamento dessas mesmas baterias.


MOBILE WORLD CONGRESS 2021
Feira VISION, onde o futuro começa